
Sabendo da vinda de seus pais (meus sogros), irmã e cunhado, minha esposa deu a idéia de irmos ao espetáculo mencionado acima, com o intuito de garantir nosso sábado a noite como uma noite de diversão em família. Resumindo: impressionar a família com a variedade de opcoes que São Paulo pode oferecer em um final de semana. E nada melhor do que utilizar globais aliados a um ambiente "externo" bonito, pois ate então não sabíamos o que nos aguardava.
Imaginávamos que ao comprar ingressos no valor de 30 reais, não podíamos aguardar algo muito bom, porem como diria um antigo chefe meu: nada está tão ruim que não possa piorar!! Sábias palavras :)
O HSBC Brasil eh uma casa de espetáculo bem "espaçosa", podendo acomodar ate 2500 pessoas, de acordo com o site oficial (www.hsbcbrasil.com.br). Alias, outra informação interessante do site eh a seguinte frase: "Aqui, Murphy não entra. Nem como penetra." Como diria Milton Leite (SporTV): Que beleza!!
Imaginando que Murphy poderia então aparecer disfarçado como acidente de transito, iniciamos nossa jornada cedo, chegando com certa antecedência ao local. Ao ver o preço do vallet assumi que o manobrista do HSBC Brasil, que deve ser uma empresa tercerizada, deve ser o mais bem pago do Brasil, pois o mesmo saiu por 25 reais!! Fora a dica do manobrista: "aconselho pagar em avançado, pois depois do show a fila do guichê do vallet fica muito longa". Ok, ponto pra você manobrista!
Assim que a casa abriu suas portas, fomos logo procurar nossa mesa, que deveria ser a mais longe possível do palco, o que ja tínhamos ciência pelo valor do ingresso. O que mais nos surpreendeu foi como as mesas e cadeiras são posicionadas: de lado para o palco!! E como não conseguimos mais uma mesa para 6 pessoas, minha esposa e eu sentamos com outro casal. Ou seja, o mais importante eh você ver o casal desconhecido que senta na sua frente do que o espetáculo acontecendo ao seu lado.
Agora o melhor da casa, a "arquitetura": a parede das ultimas mesas situadas no extremo oposto ao palco, não se apresentam a 90 graus em relação ao chão, mas sim inclinada contra a pessoa do canto da mesa, fazendo com que você fique ainda mais desconfortável do que imaginava! (Acho que vi Murphy saindo do banheiro nesta hora).
Outro ponto irritante da casa eh o ar condicionado central. Não, não acho ruim ar condicionado, mas a partir do momento que este faz um barulho irritante o show todo, não posso dizer que me agradou muito.
Sabendo que não ficaria sentado em um lugar muito confortável, resolvemos beber algo, talvez uma cerveja. Eis que tivemos um choque: Bavaria Premium por apenas 7 reais a lata!! Mais uma vez: Que Beleza!!
Após quase 2 horas de espetáculo, que por sinal muito bom, pois de outra forma não teríamos aguentado por muito tempo, fomos importunados pelo garçom querendo nos dar a conta, sendo que nem pedimos a mesma: sao ordens da casa. A toda hora éramos incomodados por garçons com suas maquininhas de cartão de credito, bem como suas lanternas, atrapalhando mais ainda o show. Ou seja, o grand finale do serviço prestado pelo HSBC!! Valha-me Deus...
Após aplausos e aplausos, fomos em direção a saída, a procura da fila do vallet. O esquema de vallet na saída funciona da seguinte forma: bilhete (pago) entregue ao manobrista do stand e ele por radio avisa o outro manobrista do estacionamento onde seu carro esta localizado. Após este procedimento, você deve perceber que ali o serviço civilizado acabou, pois todas as pessoas estão amontoadas na beira da calcada "achando" seus carros, que chegam sem muita informação. Após 20 minutos aguardando, finalmente entro em nosso carro e me dirijo para casa, terminando assim minha sensacional aventura ao espetáculo Cocegas, no HSBC Brasil.
Primeira casa postada no blog e ultima vez visita pelo blogeiro!
Não sei, mas naquela noite vi Murphy dirigindo na Marginal próximo dos 150 Km/h, rindo sozinho. Acredito eu que ele estivesse no mesmo espetáculo, rindo das mesmas piadas...
Só faltou dizer que os garçons que vinham cobrar no meio do espetáculo não conheciam os números da mesa, estava escuro, e eles ficavam o tempo todo perguntando qual o número da nossa mesa! O que salvou mesmo foi que a peça era muuuito boa, mas isso não tem nada a ver com a casa... =/
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